Um transtorno emocional caracteriza-se por uma perturbação clinicamente significativa na cognição, na regulação emocional ou no comportamento de um indivíduo, geralmente associada a sofrimento intenso ou prejuízo em áreas importantes do funcionamento psicológico.
Pessoalmente, evito utilizar o termo “transtorno mental”, pois ao longo do tempo ele foi empregado de forma pejorativa, contribuindo para o estigma que envolve essas condições. Por isso, adoto a expressão “transtornos emocionais” como uma alternativa mais acolhedora e menos carregada de preconceitos.
Esses transtornos também podem ser referidos como condições de saúde mental, um termo mais abrangente que engloba não apenas os transtornos propriamente ditos, mas também deficiências psicossociais e outros estados mentais associados a sofrimento significativo, prejuízo no funcionamento ou risco de autoagressão.
Assim como qualquer problema de saúde física, os transtornos emocionais necessitam de tratamento especializado. A abordagem pode envolver técnicas terapêuticas, medicamentos ou, frequentemente, uma combinação de ambos. Não se trata de “frescura” ou “falta de força de vontade” — são condições reais que merecem cuidado profissional adequado.
É fundamental conhecer os tipos comuns de transtornos emocionais, pois cada categoria tem impactos diferentes sobre o indivíduo. Além disso, os sintomas variam consideravelmente de pessoa para pessoa, tornando cada experiência única. A comunidade de saúde reconhece oficialmente mais de 200 tipos de transtornos mentais, que podem ser categorizados em cinco grupos principais.
Continue acompanhando o blog para conhecer cada tipo de transtorno emocional com mais detalhes. Nos próximos artigos, abordarei as características, sintomas e tratamentos específicos de cada categoria.
Os números revelam a magnitude dessa questão de saúde pública. Em 2019, uma em cada oito pessoas — ou seja, 970 milhões de indivíduos em todo o mundo — vivia com algum transtorno mental. Os transtornos de ansiedade e depressivos foram os mais comuns.
O cenário piorou significativamente em 2020 com a pandemia de COVID-19. As estimativas iniciais apontam um aumento de 26% nos transtornos de ansiedade e 28% nos transtornos depressivos maiores em apenas um ano — um impacto devastador na saúde mental global.
Embora existam opções eficazes de prevenção e tratamento, a realidade é preocupante: a maioria das pessoas com transtornos emocionais não tem acesso a cuidados adequados. Esse problema é agravado pelo estigma, discriminação e violações dos direitos humanos que muitos ainda enfrentam ao buscar ajuda.
É urgente mudarmos essa realidade, promovendo não apenas o acesso ao tratamento, mas também uma cultura de acolhimento e respeito às pessoas que vivenciam essas condições.